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| 17/07/2005 |
Cílios
Juste le temps de battre des cils. Somente os cílios sabem, das lágrimas, com as quais eu vejo o mundo. . . . . . . . . . . . .
Escrito por Adenilson Barcelos de Miranda às 01h17
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| 14/07/2005 |
Meus amigos
Agora mesmo eu lembrava dos amigos em Ouro Preto e . . . esqueci de mim no meio de toda aquela gente. Por onde andamos, andamos. Por onde eu ando, eu amo.
Escrito por Adenilson Barcelos de Miranda às 01h03
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Les yeux
 O olho olha. O olho. Mesmo tão perto, tão perto, os meus olhos, não se enxergam. Quando penso em alguém eu fecho os olhos, é pra ver melhor.
Escrito por Adenilson Barcelos de Miranda às 00h41
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| 13/07/2005 |
A madrugada
A madrugada vai falar e mesmo que estejamos surdos, ela vai falar. Verdadeiramente iremos ignorar. A noite vai falar, vai inflamar o sol dentro dela. A luz da lua é a luz do sol. A madrugada vai acontecer por aqui. Não adianta estar surdo, inevitável silêncio há de acontecer. Uma gente vai sonhar e outra vai dormir as asas no buraco da boca de uma fera, a vida que se renova.
Escrito por Adenilson Barcelos de Miranda às 01h21
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| 04/07/2005 |
Coisa que não se explica, verso que não venta. Fico ouvindo o som dos lábios dela pronunciarem meu nome e fico num amor de mim que faz os dias doerem menos. A voz que pronuncia está na pele de um papel, com palavras que conheço. Ouço um piano nelas. Agora eu piano um teclado de computador e sinto cada letra como uma nota só.
   
Escrito por Adenilson Barcelos de Miranda às 00h03
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| 03/07/2005 |
Hoje eu vi nos olhos dela. Eu vi alguém disposta a viver a vida. Ela me encanta e canta. Fui cativado.

Escrito por Adenilson Barcelos de Miranda às 01h33
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| 02/07/2005 |
Escrever
Agora encontro-me na medida de velhos dias construídos por dentro. Por dentro com a minha vida. Vida por mim vivida. Inspirada para dentro como se fosse. Como se fosse coisa. Agora.
Escrito por Adenilson Barcelos de Miranda às 01h05
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| 08/04/2005 |
Suspiro
inspirei profundamente. senti o ar dentro do peito e meus pensamentos mesclaram com o meu sentir uma só coisa. eu fiquei um instante só comigo. ali. quieto. de corpo inteiro me senti vivo pronto para saber que estar vivo não é necessário mas, sentir-se vivo é a diferença. recebi um e-mail. fez diferença.
Escrito por Adenilson Barcelos de Miranda às 00h52
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| 16/03/2005 |
La chambre
Enquanto a madrugada molha de escuridão o tempo lá fora eu fico aqui, olhando o seu dormir fazendo sonho.
Escrito por Adenilson Barcelos de Miranda às 00h38
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Teus seios
Feito flores no jardim, quando eles se aninham na palma da minha mão, eu fico com a palma da minha alma a flor da pele.
Escrito por Adenilson Barcelos de Miranda às 00h36
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Relógio e fotografias
Relógios e fotografias guardam coisas empacotadas à vácuo em gotas lágrimas d'água.
Escrito por Adenilson Barcelos de Miranda às 00h24
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Som
Eu fico surdo quase que por devoção ao silêncio e de repente um som vem no vento, palavras de um pensamento. O silêncio quando grita eu fico mudo.
Escrito por Adenilson Barcelos de Miranda às 00h20
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| 14/03/2005 |
VMAT-PRG
a madrugada ficou doce e com letras minúsculas. os olhos dentro do pensamento. eu penso nela. eu penso de dentro. eu penso com dentro. eu penso no dentro. eu penso e flutuo o meu alado pensar no ar de respirar . . . eu penso nela.
Escrito por Adenilson Barcelos de Miranda às 02h07
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Eu
eu rezo meu pensar nos amigos que tenho. eu os quero bem a vida inteira. a vida as vezes fica metade. a vida as vezes desaparece as pessoas do nosso campo de visão. ainda amo quem não vejo mais.
Escrito por Adenilson Barcelos de Miranda às 02h03
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O céu.
o céu ainda é redondo. o céu ainda é o sol correndo o dia por onde é noite. o céu nas costas das nuvens ainda é longe. o céu com lua ainda é o céu de quem ama. o céu é um mesmo quando quando muda de cores. o céu é outro não mais o de ontem e não mais o de hoje. o céu agora.
Escrito por Adenilson Barcelos de Miranda às 01h53
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